Na presença de cerca de 60 militantes, entre secretários distritais e de zonas, dois influentes responsáveis da UNITA em Cacuaco decidiram pôr os cargos à disposição.
Dois secretários para Mobilização Urbana da UNITA, um do município de Cacuaco e outro do distrito sede, decidiram, nesta quinta-feira (6), colocar os cargos à disposição e acusaram o presidente Adalberto Costa Júnior de "traidor e tribalista” e de retirar dos cofres da organização 400 milhões de Kwanzas para a compra de uma mansão em Portugal, na qual residem os filhos.
Domingos Pedro e Cândido Moisés sublinharam que, apesar de terem abandonado os cargos, continuam a ser militantes da UNITA. Em conferência de imprensa realizada numa das unidades hoteleiras do bairro Petrangol, os dois manifestaram a disponibilidade de voltar a assumir responsabilidades quando Adalberto Costa Júnior deixar a presidência do partido e ser eleita uma nova direcção que defenda os verdadeiros ideais e princípios da UNITA.
O ex-secretário para Mobilização do Distrito Urbano de Cacuaco, Cândido Moisés, acusou Adalberto Costa Júnior de mentiroso. "Antes de ser eleito presidente, prometeu subsídios, computadores e melhorar as condições de trabalho no comité. Mas, até agora, não honrou o prometido, inclusive quando realizamos conferências temos de alugar cadeiras”, disse.
As acusações não ficaram por aí. Cândido Moisés apontou Adalberto Costa Júnior como sendo promotor do tribalismo no partido, pois, disse, a maioria dos quadros eleitos são da região Sul do país, com excepção para aqueles que apoiaram a sua campanha para a presidência do partido.
"A separação que ele promove entre os militantes é a mesma utilizada pelos colonos portugueses na exploração dos angolanos”, afirmou o político, que defendeu a realização de um "congresso extraordinário urgente”, assim como a audição a Adalberto Costa Júnior, pelo Conselho de Jurisdição da UNITA, para a resolução dos problemas do partido, antes das eleições gerais de 2022.





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