O construção do oleoduto Angola-Zâmbia Oil Pipeline (AZOP), projectado para a exportação de refinados de petróleo numa conduta a implantar entre o Lobito e Lusaka, pode absorver dois mil milhões de dólares, de acordo com dados obtidos durante a assinatura do Memorando de Entendimento para a edificação da infra-estrutura, na noite de quinta-feira.
São, depois, submetidos aos Governos para decisão final sobre o projecto proposto pela Zâmbia, com as projecções a apontarem para a criação de entre oito e 12 mil empregos nos dois países, durante a fase de construção, segundo declarações do ministro zambiano à imprensa, após a assinatura do documento.Matthew Nkuwa adiantou que, uma vez concluído, o oleoduto, que será multifuncional (pode transferir gasóleo, gasolina, jet e gás), poderá manter até quatro mil empregos permanentes em Angola e na Zâmbia.
Diamantino Azevedo insistiu que, apesar de o Memorando de Entendimento instituir o princípio da realização da empreitada, só os resultados dos estudos é que vão determinar a viabilidade ou não do projecto e indicar os benefícios, sendo certo que o papel de Angola é crucial, apesar da responsabilidade ser dos dois países. O ministro angolano acrescentou que os dois países estão abertos a contribuições de outros Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), no quadro da expectativa de que o projecto se afigure importante para a região.
Questionado sobre as capacidades angolanas de prover os fluxos do oleoduto, o governante angolano assegurou existirem reservas de petróleo suficientes para algumas décadas mais. Em Novembro de 2018, os Governos de Angola e da Zâmbia assinaram, em Lusaka, o Memorando de Entendimento do sector de Petróleo e Gás, um documento que conduziu à assinatura do acordo na quinta-feira. O consumo de derivados de petróleo da Zâmbia é de 1,8 milhões de metros cúbicos por ano, para uma população estimada em mais de 18 milhões de habitantes.





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