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'Zigue-zague' das medidas de restrições do governo de SP não interrompe propagação da Covid, diz estudo

 

Movimento intenso de passageiros na Estação da Luz da CPTM, na região central da cidade de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (9), em meio à pandemia de Covid-19 — Foto: BRUNO ESCOLASTICO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


A forma como o governo do estado de São Paulo impõe uma política de "zigue-zague" de fechamento e abertura do comércio, com abrandamento e, em seguida, mais rigor nas políticas públicas de isolamento social, não está sendo eficaz para conter a propagação da Covid-19 no estado, segundo estudo divulgado pela Rede de Pesquisa Solidária, que reúne mais de 100 pesquisadores de diversas instituições parceiras, entre elas a Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a nota técnica divulgada pela rede no final de semana, o governo deveria modificar as políticas de distanciamento físico, "para garantir maior coerência e coordenação".

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado disse que o plano de medidas de isolamento é "dinâmico" e que "causa espanto que medidas de aprimoramento do monitoramento sejam criticadas sem qualquer subsídio concreto". O governo afirma ainda que "todas as mudanças no Plano e de fases são embasadas em indicadores combinados de forma coerente e sensatas" (lei, mais abaixo, a íntegra da nota).

"É urgente adotar medidas para apoiar a restrição e a segurança da mobilidade das pessoas", afirmaram os pesquisadores, que defendem a manutenção de regras mais rígidas de distanciamento social no estado para reduzir a velocidade de transmissão, "considerando-se o nível atual de risco de transmissão comunitária" do coronavírus continuar em alta no estado.

"Essas medidas devem ser implementadas com duração suficiente para gerar resultados de redução na proporção de testes positivos, número de novos casos, óbitos e taxa de ocupação de leitos ambulatoriais e de UTI COVID-19 que sejam sustentados por um período mínimo de 14 dias seguidos de queda", aponta o documento.

Os pesquisadores apontam que a duração da fase emergencial no estado, que começou em 15 de março e durou até 11 abril, com 29 dias de duração, não foi suficiente para conter a propagação da doença, apesar da leve redução no número de internações nos hospitais do estado. Neste período, apenas serviços essenciais podiam abrir e o comércio de rua foi todo fechado.

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