Os maiores êxitos do malogrado músico Teta Lando vão ser interpretados, em quatro espectáculos, cujos dois primeiros acontecem já esta sexta-feira e sábado, às 20h00, no Royal Plaza, em Luanda, por Yuri da Cunha.
Yuri da Cunha disse, durante uma conferência de imprensa, realizada no Royal Plaza, para anunciar e detalhar os espectáculos, que considera uma honra interpretar temas de Teta Lando, músico de quem tem muita admiração.
"Teta Lando tem temas únicos, cujas letras enalteciam a paz e a inclusão social entre os angolanos”, reforçou, além de explicar que vai fazer chegar as organizações de gestão de direitos de autor, como a Sociedade Angolana de Direitos de Autor (SADIA), União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) e ao Ministério da Cultura, o alinhamento musical.
"A obra de Teta Lando valorizada por muitos, também deve ser paga”, referenciou o cantor, que já tem interpretado alguns temas do malogrado em alguns concertos, dos quais já tem prontos para este especial "Irmão ame o seu irmão”, "Menina de Angola”, "Negra de Carapinha dura”, "Cecília”, "Angolano Segue em Frente”, "Vou Voltar, "Independência”, "14 chuvas”, "Kimbemba”, "Um assobio meu” e Tia Chica”.
O cantor, que já prestou um tributo ao músico Artur Nunes, com o lançamento de um CD, com temas do malogrado, considerou um momento ímpar na carreira voltar a interpretar canções de um ícone como Teta Lando
Com este projecto, disse, pretende ajudar na recuperação de alguns temas clássicos da música angolana e deixar um legado às gerações vindouras. Com Paulo Flores na direcção artística, o espectáculo conta com uma banda de músicos experientes e jovens, para ele os melhores da sua geração, com Mayo (baixo), Texas (solo), Gildo Umba (baterista), Miqueias Ramiro (teclados), Chalana Dantas e Yasmane Santos (percussionistas), Carla Moreno, Bevy Jackson e Aninhas (coro) e o guitarrista brasileiro Ximinha.
O porta-voz do projecto, Mito Gaspar, descreveu, no acto, Teta Lando como um artista de referência, com quem tinha afinidade pessoal, enquanto compadre. Além disso, destacou a forma do artista ter se dado à música. "Não podemos permitir que sejamos esquecidos”, disse o cantor hoje mais ligado ao empreendedorismo que a música.
Mito Gaspar, que teve a honra de abrir o concerto de regresso de Teta Lando, no Fenacult de 1987, enalteceu, ainda, o lado batalhador do músico, que forçado ao exílio teve de fazer táxi para sobreviver e vender outras coisas até conseguir erguer a própria editora, para lançar outros artistas, como o Trio Camama.
Histórico
Natural de Mbanza Congo, Teta Lando foi premiado a título póstumo com o Premio Nacional de Cultura e Artes em 2019. Nascido a 2 de Junho de 1948, morreu aos 14 de Julho de 2008, em Paris. Ao longo da carreira foi Presidente da União Nacional dos Artistas e Compositores.
Com Massano Júnior fez parte do conjunto África Show, como guitarrista. Da discografia constam os CD "Tia Chica”, "Independência”, "Eu Vou Voltar”, "Semba Rytmée”, "Reunir”, "Menina de An-gola”, "Esperanças Idosas” e a colectânea "Memórias”. O regresso ao país aconteceu, 14 anos depois, durante o Fenacult de 1987.





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