Caso ocorreu perto do local onde George Floyd morreu asfixiado há quase um ano durante ação policial. Com a morte de Daunte Wright, tensão na região metropolitana de Minneapolis aumenta.
A policial que matou Daunte Wright, um jovem manifestante negro, nos subúrbios de Minneapolis (Estados Unidos), afirmou nesta segunda-feira (12) que efetuou o disparo fatal acreditando que a pistola era um aparelho elétrico não letal conhecido como taser — e não uma arma de fogo.
"A policial sacou sua pistola no lugar do taser", disse Tim Gannon, comandante da polícia da cidade de Brooklyn Center em uma coletiva de imprensa. "Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte." (leia mais sobre a morte de Daunte Wright no fim da reportagem).
"Não há nada que eu possa dizer para aliviar a dor da família Wright", acrescentou Gannon.
Gannon exibiu à imprensa um vídeo da câmera de um agente mostrando os policiais puxando o jovem para fora de seu carro depois de pará-lo por uma infração de trânsito.
Enquanto Wright luta com a polícia, a policial grita "taser, taser". Em seguida, ela grita: "Meu Deus, eu atirei nele", enquanto o jovem ferido se afasta.
Protestos voltam à cena
A morte de Wright no domingo intensificou os protestos em Minneapolis, num momento em que a cidade já está sob tensão por causa do julgamento contra o ex-policial branco Derek Chauvin pela morte do afro-americano George Floyd. Cerca de 200 pessoas marcharam em direção ao departamento de polícia de Brooklyn Center.
As manifestações continuaram nesta segunda, com dezenas de pessoas marchando nas ruas da cidade. Houve confronto com a polícia. Não havia, até a última atualização desta reportagem, novos dados sobre feridos e detidos.





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