A economia da China cresceu 18,3 por cento, no primeiro trimestre deste ano, em relação ao período homólogo de 2020, quando a actividade económica no país asiático paralisou, devido às medidas de prevenção contra a Covid-19.
Os dados anunciados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) são particularmente sonantes, já que o período homólogo representou a maior contracção da economia chinesa em mais de meio século. Entre Janeiro e Março de 2020, o país asiático adoptou várias medidas restritas de prevenção contra a Covid-19.
O GNE chinês observou que o crescimento da actividade, em comparação com o último trimestre de 2020, quando a actividade económica já tinha retomado a normalidade, fixou-se em 0,6 por cento.
A actividade da indústria transformadora, as vendas de automóveis e outros dados de produção e consumo recuperaram para níveis superiores ao período anterior à pandemia.
A economia "apresentou um desempenho estável, com uma base consolidada e um bom ímpeto de crescimento”, apontou o GNE, num relatório.
Os dados estão em linha com as expectativas dos analistas. Alguns alertaram, no entanto, que apesar do desempenho recente da economia chinesa, a recuperação ainda é incerta, face a novas vagas da Covid-19 que podem enfraquecer a procura global.
Entre Janeiro e Março do ano passado, a economia da China encolheu 6,8 por cento. O Governo chinês adoptou então medidas sem precedentes ao encerrar a maioria das fábricas, lojas e escritórios, para combater a doença, que foi pela primeira vez detectada na cidade de Wuhan, no final de 2019.





0 Comentários