Os potenciais candidatos à compra do Banco de Comércio e Industria (BCI) vão ser seleccionados este mês, para participarem no concurso de compra de 100 por cento das suas acções, num único bloco, através do leilão em bolsa, anunciou o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Em declarações à agência Bloomberg, destacou ainda que a privatização do BCI servirá de teste para aferir o interesse dos investidores pelas maiores empresas angolanas. "A alienação do BCI é a "primeira privatização no sector financeiro e o seu resultado será muito importante para entender todas as que vierem a seguir”.
O governo, disse, tentará vender participações em vários bancos incluindo o Banco BAI, o maior credor privado do país, em activos, e a companhia de seguros Empresa Nacional de Seguros de Angola.
Sonangol e TAAG
Manuel Nunes Júnior referiu também que a venda das participações na petrolífera estatal Sonangol, bem como na empresa de diamantes Endiama e na companhia aérea nacional TAAG está prevista para 2022.
Na Sonangol, por exemplo, o Executivo prevê vender até 30 por cento do seu capital social – esta ainda é a empresa mais relevante na economia angolana, atendendo ao grau de dependência que o país tem do petróleo. A expectativa de encaixe nesta alienação é da ordem dos 6,4 mil milhões de dólares segundo referiu à Bloomberg, Baltazar Miguel, membro do Conselho de Administração da Sonangol.





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